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TIC-TACTEANDO O FLORESCER DA IDADE

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Ficha informativa

Autor Albano Cardoso
Edição
Ano de lançamento 2004
Número de páginas 84
Altura (livros) 200 mm
Largura (livros) 145 mm
Lombada 5 mm
Peso 130 grs

Mais informação

notas do entre 1991-2006

A história de uma cumplicidade que despertou, primeiro a sós, entre observâncias do meu mundo e arredores, os amigos, a rua, a escola, o silêncio, com os livros e as viagens, e os dedos sempre nas asas das palavras.

Com o evento da minha ida para Ann Arbor, nos Estados Unidos, aconteceu um divórcio involuntário com estes escritos que durou cerca de quatro anos, acarretados de desespero, silêncio, buscas e quasi-mandatos de captura para os reaver de Luanda.

Só voltei realmente a reler estes mesmos textos (1982 - 91) depois de me mudar para Lisboa, em 1999, e de, definitivamente, deixar de viver nos States. Antes, aí, nos E.U.A., procurei exprimir, ou encontrar, uma voz americana para o meu pensamento criativo. Isso, de facto, e curiosamente, só ganhou robustez nos primeiros anos da estadia na Europa. Como resultado, existe inclusive um preparo para edição futura, que retrata um exercício explicitamente de acariação e correspondência, entre esses todos mundos, que em nostálgico tom se deixa para trás, cada vez que se muda para outras contingências geográficas, e consequentemente outros altitudes, emocionais. Mas que existe na música entre as teclas do computador e a recordação no presente.

Em Lisboa, depois de caricata e interessante recusa de uma renomeada casa editorial - e para quem preparei uma resposta, que nunca enviei, originalmente idealizada com cópias de The rape of the holymother e de Nowhere, ambos disparos de Charles Bukowisky, como presentes. Mas a verdade é que a globalidade dessa experiência serviu para deixar perceber o atraso sobre o fenómeno livro e no pensamento de difusão. Achava que tinha o perfil, o conteúdo e o momento histórico a favor.

Mais tarde, e é curioso que acontece que por descuido, fui vítima de gatunice, por poisar a mala, enquanto resolvia, à bordoada, uma agressão gratuita à minha pessoa. E o assalto aconteceu por outros três indivíduos, que aproveitando a zunga me levaram a mochila samsonite, com o computador, quase virgem ainda, dentro. Tinha o disco cheio de provas finais e exclusivas, do que à altura achava me faziam seguro, enquanto pretendente poeta e escritor. Aliás, os autos da polícia dizem exactamente isso: Sobre a existência de um manuscrito entre os meus perdidos e os achados fortuitos de alguém. Vivia, à época, um período à Hemmowav . Que dizem perdeu uma mala de escritos viajando entre comboios, algures. Parecia que este livro estava enguiçado. Parto difícil. Acho mesmo que a acção de o revelar, este bicho-livro, com vida, serve primariamente para me responder sobre a incógnita do seu próprio percurso perdido.

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