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13 ANOS DE LUTA ARMADA. PORQUÊ?

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Ficha informativa

Autor António Pinto
Edição 2ª (1ª edição de 1974)
Ano de lançamento 2016 (1ª edição de 1974)
Capa Mole
Número de páginas 86
Altura (livros) 210 mm
Largura (livros) 145 mm
Lombada 5 mm
Peso 130

Mais informação

PREFÁCIO (2ª EDIÇÃO DE 2016)

Em 1974, imediatamente a seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal, na qualidade de funcionário público que era do quadro privativo de pessoal dos Serviços de Obras Públicas e Transportes de Angola e tendo então a idade de 37 anos, em requerimento datado de 15 de Maio, solicitei ao Governo-Geral de Angola, na altura dirigido pelo Engenheiro Santos e Castro, autorização para me pronunciar por escrito sobre o momento conturbadíssimo que se vivia, decorrente das legítimas reivindicações do Povo Angolano por uma independência total e completa de Angola.

Tal autorização foi-me prontamente concedida por um despacho do então secretário provincial de Obras Públicas e Transportes, de 21 do mesmo mês; e, em finais de 1974, publiquei em Luanda o livro 13 Anos de Luta Armada. Porquê?, numa edição do Autor de 5.000 exemplares impressos em Luanda pela firma Neográfica.

Posto à venda nas praças de Luanda, Nova Lisboa, Silva Porto, Benguela, Carmona, Porto Amboim e Gabela, através das suas livrarias e ao preço unitário de 100 escudos (equivalentes então a 3,5 dólares americanos), o pequeno livro de apenas 88 páginas foi um autêntico best-seller, que viria a esgotar-se decorridos apenas alguns meses.

Adquiriram-no maioritariamente os angolanos, mas também e de forma significativa a população branca portuguesa residente, na hora da sua partida precipitada (1974-1975) para a África do Sul, Brasil e Portugal, nas vésperas da independência de Angola.

Nunca ficaram devidamente esclarecidas as reais motivações políticas que em 1976 ditaram que o livro 13 Anos de Luta Armada. Porquê? fosse retirado das livrarias angolanas, onde ainda se encontrava à venda, o que não obstou, apesar de tudo, a que a sua venda velada tivesse continuado.

Entre 1974 e 1979, Angola viveu a fase mais acalorada e radical da sua revolução socialista, pelo que não surpreendeu ninguém que o espírito esclarecedor, moderado e conciliador do livro viesse a desagradar a alguns sectores da opinião pública angolana, que o consideraram contrário à linha política e ideológica do regime.

De facto, na presidência angolana do Doutor António Agostinho Neto, em 1976, o livro foi objecto de uma análise promovida pela Comissão Directiva do MPLA e o autor, já militante do Movimento Popular de Libertação de Angola, foi chamado a depor, o que fez com a entrega de um extenso relatório justificativo de 38 páginas, felizmente aceite e tomado em consideração.

Hoje, decorridos 40 anos desde que foi publicado, continuam de interesse histórico-político as abordagens equidistantes que o livro faz relativamente à situação socio-económica da colónia de Angola entre 1961 e 1974, na fase conhecida por «período da libertação nacional».

Em Portugal, ali e acolá em Lisboa, o livro tem aparecido esporadicamente à venda junto de alguns livreiros e alfarrabistas isolados, desconhecendo-se como e a quem terão sido adquiridos esses exemplares. Numa página da web de Junho de 2013 (http://ivrosultramarguerracolonial.blogspot.com) aparece também referenciado como livro muito raro e de muito difícil localização, circunstâncias conjugadas que me levaram à conclusão de que é de todo o interesse publicá-lo em 2ª edição, com base em informações segundo as quais é procurado por um vasto leque de leitores interessados, que no entanto não o encontram nas bancas das livrarias.

Relativamente à 1ª edição, as alterações introduzidas cingiram-se à actualização da biografia do Autor, titulação dos capítulos (I a VI), revisão ortográfica, desdobramento do capítulo VI, inclusão de um índice geral, de uma listagem das fontes bibliográficas e de quatro anexos (I, II, III e IV). E, como não podia deixar de ser, o livro mudou de capa.

Luanda, Outubro de 2015

ANTÓNIO PINTO

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Nota 
2017-04-04

Luta

Politica

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